United Magazines
 
Plástica & Beleza
Saúde
Envie para um amigo Imprimir
Comportamento

A crise chegou em mim


Nós assistimos pela televisão, lemos na internet e sentimos no própio bolso. Por culpa da tormenta financeira que abalou o mundo no final de 2008, a grana ficou curta para a maioria das pessoas. Mas existem meios que ajudam a manter as finanças em dia sem entrar no vermelho. Não dói nada e é mais fácil do que imaginamos


Por Lara Martins

A crise começou lá nos Estados Unidos, mas não demorou a senti-la nos nossos bolsos, aqui no Brasil. A frase é manjada, mas é real: a culpa é da globalização. Em um primeiro momento, não foram todas as pessoas afetadas pelo problema. "Tudo depende do setor em que a pessoa está inserida. Há segmentos que sofreram bastante por um lado, ao passo que outros setores passaram incólumes às intempéries externas", analisa o economista Eduardo Bassin, da Bassin Consultoria Financeira (SP). Mas a dúvida que fica é: como essa maré chegou até nós? Apesar de nem todos os segmentos serem afetados pela crise em si, todos, sem exceção, foram tomados por uma crise psicológica. "As pessoas ficaram com receio de perder seus empregos e com isso, deixaram de consumir ou passaram a substituir produtos. Em virtude da redução do consumo, muitas empresas tiveram de reduzir a produção. Em decorrência da menor produção, muitos empregos foram extintos, e assim, a crise nos atingiu diretamente", explica o economista Leandro Martins, fundador do site Seu Consultor Financeiro e autor do livro Aprenda a investir - saiba onde e como aplicar seu dinheiro (Ed. Atlas).

Dessa forma, quando menos percebemos, a crise saiu da nossa telinha e atingiu a nossa vida ou, mais precisamente, o extrato bancário. Se você faz parte desse grupo, aí vão algumas dicas práticas para viver sem sentir os problemas financeiros.

[1] Seu salário, sua fortuna
O primeiro passo é saber quanto você ganha por mês e quais são os seus gastos. A ideia é gastar o que você pode e ainda fazer sobrar para as economias. Para facilitar, monte uma planilha e anote tudo o que entra e o que sai da sua conta. Uma vez analisado tudo, você terá mais controle sobre sua conta, saberá onde cortar gastos e onde substituir.

[2] Pense grande
Pense no seu salário anualmente a fim de fazer metas e projetos lá na frente e manter todas as questões financeiras sob controle. "Dessa forma, as surpresas são evitadas e caminha-se para construir uma aposentadoria com mais qualidades. Cuidar das finanças é cuidar da saúde", avisa o economista Bassin.


[3] Somente o necessário
Aquela bolsa linda dando sopa na vitrine não pode ser mais forte do que você. E sabe quando bate aquela depressão e você quer correr para o shopping? Corra, mas para o parque ou qualquer outro lugar onde seu cartão de crédito não sirva para nada. Comprar por impulso ou apenas para afogar as mágoas são as maiores furadas, porque você acaba comprando peças que não precisa, gasta sem necessidade e isso atrapalha todo o orçamento.

[4] Na hora certa
Ninguém precisa viver trancado dentro de uma casa vazia para economizar dinheiro. Se a questão é economizar, porque não viajar em baixa temporada, quando os pacotes turísticos são mais baratos, ou comprar roupas na promoção?

[5] Sinceridade consigo mesma
Sabe aquela planilha que você fez para controlar seus gastos? Analise com calma e veja se realmente todos aqueles gastos são importantes. O principal aqui é cortar os excessos. "Uma das formas para o equilíbrio é focar as pequenas despesas diárias. É nesse ponto que a maioria dos orçamentos pessoais entra em colapso", alerta o Gustavo Bassin.

[6] Não se precipite
Descubra o negociante que há dentro de você. Nessas horas de economia ele vai despertar rapidinho. Existem três formas para economizar na hora das compras (desde o pão diário até um carro ou apartamento): procure o melhor preço, negocie sempre um desconto e pague à vista quando tiver oportunidade.

[7] Fuja dos excessos
Os limites do cartão de crédito e do cheque especial existem apenas como uma garantia ou segurança em momentos específicos e raros, não os veja como parte da renda mensal. "Enquanto um fundo de renda fixa rende no máximo 1% ao mês, uma dívida de cheque especial ou cartão de crédito gera ao banco ou administradora do cartão em torno de 10% ao mês, isto é, dez vezes mais", alerta o economista Leandro Martins.

[8] Prevenir, não remediar
Por mais que você siga uma conduta financeira exemplar, imprevistos podem acontecer - nunca se sabe quando surgirá um vazamento no banheiro, por exemplo. Nesse caso, o ideal é estar sempre preparada para despesas extras e emergências.

9] Olhe lá na frente
"Tenha metas de investimento e as acompanhe periodicamente", aconselha Leandro Martins. Escolha aquele investimento mais adequado ao seu perfil e faça essa benfeitoria por você no futuro.

[10] Faça hoje (e não mês que vem)
Poupar é importante e mais ainda é não adiar. Comece hoje a fazer suas economias, a rever seus gastos, a organizar suas finanças.

Fotos: olly © Fotolia (abertura) e Prostophoto © Fotolia (caneta)

 

 
Envie para um amigo Imprimir
Sumário
Edição 106





Matérias + Lidas
Plástica e Beleza :: Gente :: ed 106 - 2009
Ela é Puro Êxtase!
Plástica e Beleza :: Beleza & Cosméticos :: ed 106 - 2009
Pílulas da beleza
Go Where Gastronomia :: Roteiro :: ed 32 - 2009
Adoráveis sanduíches
Plástica e Beleza :: Plástica & Cia :: ed 106 - 2009
Pernas lindas no Verão

Matérias relacionadas
Plástica e Beleza :: Direto da Redação :: ed 0
Leite: muito além da osteoporose
Plástica e Beleza :: Saúde :: ed 106 - 2009
Saúde em dia
Plástica e Beleza :: Beleza & Cosméticos :: ed 106 - 2009
Clínica de estética

Cadastre-se e receba nosso boletim.





   

United Magaziness
ContentStuff - Gerenciamente de Conteúdo | CMS