 Plástica para adolescentes
A cirurgia plástica tem sido cada vez mais procurada pelos teenagers. Porém, nessa idade a orientação do cirurgião plástico e a participação direta dos pais na decisão fazem toda a diferença De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, adolescentes de 13 a 18 anos representam 13% das plásticas estéticas realizadas no País. De uma maneira geral, as intervenções mais procuradas são rinoplastia, que faz correções no nariz, e otoplastia, que corrige orelha de abano. Estes "defeitinhos" são alvo fácil de piadas entre os colegas da escola desde cedo e, por isso, costumam causar complexos que duram até a fase adolescente e, em alguns casos, até a adulta. Por afetar diretamente a autoestima e não se tratar de modismo, estas intervenções sempre foram comuns entre os jovens. O que nem sempre foi comum é o desejo de aumentar os seios com próteses de silicone ou eliminar a gordurinha extra com lipoaspiração.
Cirurgiões plásticos e, principalmente, pais, precisam ter um certo cuidado. Há motivos e motivos que levam os adolescentes a optarem por uma plástica bem como há critérios a serem levados em consideração na hora de operar ou não um adolescente. "Existem algumas alterações que inibem o jovem do convívio social como orelha de abano, ginecomastia, mamas hipertróficas", avalia o cirurgião plástico Cláudio Bicudo (RJ). Nestes casos, estão envolvidos traumas, timidez e limitações no convívio social, não é apenas uma mudança estética, mas social ligada diretamente à autoestima e autoconfiança e, assim, bem-vinda. Porém, quando o assunto é cirurgia estética, a situação fica mais delicada. Primeiro, há o lado físico da questão. O aconselhável é esperar até os 18 anos, pelo menos, para que o corpo esteja formado, evitando arrependimento por possíveis mudanças nas formas, tão típicas nessa idade. Se já é difícil aceitar as mudanças corporais que surgem naturalmente, imagine acrescentar a elas novas alterações, obtidas com a cirurgia plástica. "O efeito de satisfação pode ser passageiro, pois a pessoa pode ter dificuldades em aceitar e se adaptar ao seu novo corpo. Isso pode gerar futuros conflitos de identidade", comenta a psicóloga Maura de Albanesi (SP). Além disso, é preciso avaliar o perfil psicológico, pois nestes casos estéticos entra o fator modismo e o calor do momento. Quem garante que anos mais tarde, ela não pense que a decisão tenha sido precipitada? É preciso levar em consideração que a adolescência é uma fase em que a pessoa ainda está se conhecendo e tentando se adequar ao mundo. Assim como adolescentes querem usar o tênis da moda, não estão livres de desejarem os seios da temporada para serem aceitos. "Elas estão em busca da perfeição e da beleza para serem notadas por todos e se sentirem aceitas por elas mesmas e pela sociedade", avalia a Dra. Maura. Portanto, pais e médicos devem avaliar as reais necessidades e desejos do adolescente.
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