 Fono + Dentista: parceria de sucesso
Saiba como essa parceria de sucesso irá lhe ajudar a ficar com a saúde bucal em dia e com a estética perfeita Por Andréa Quitto
Orto x fono
Uma parceria muito comum são os profissionais de ortodontia e fonoaudiologia. A ortodontia é a especialidade da Odontologia que trata o posicionamento dos dentes e, para isso, lança mão de aparelhos móveis e fixos para corrigir a má oclusão dentária, causada normalmente pela má formação das arcadas superior e inferior. Para quem não está acostumado, a presença desses aparelhos pode provocar alterações na fala, mastigação e respiração. E é aí que entra a Motricidade Oral, especialidade da Fonoaudiologia responsável por reabilitar as funções do sistema estomatognático, ou seja, respiração, deglutição, mastigação e fala. Aqui, a fonoaudiologia vai agir por meio de exercícios que estimulam a correção das funções alteradas pelos problemas provocados pelos aparelhos.
Para os especialistas, na maioria dos casos, quando há um trabalho integrado entre as duas áreas, há uma diminuição acentuada nos casos de alterações nas arcadas dentárias voltarem a acontecer, ou seja, dificilmente os dentes voltam a entortar ou apinhar. Além disso, o tratamento ortodôntico, por muitas vezes, pode ser concluído em menor tempo e com mais eficácia.
Problemas típicos
Vejas dois dos problemas mais comuns que levam à necessidade de integrar as duas especialidades: odontologia e fonoaudiologia
Língua presa
Uma das características mais observadas é que pessoas com sigmatismo lateral ou cesseio, a popular língua presa, pressionam a língua contra os dentes incisivos centrais e laterais (os que ficam na frente da arcada dentária), ocasionando alterações que podem levar ao aparecimento de diastemas (espaços entre os dentes), projeção dos incisivos e mordida aberta. Este tipo de mudança normalmente acontece em crianças na fase de dentição mista, ou seja, quando estão trocando os dentes de leite pelos permanentes. Isso porque é neste período que ocorre crescimento diferencial entre língua e cavidade oral - a língua atinge seu tamanho máximo aos oito anos enquanto a mandíbula entre 8 e 12 anos.
Solução: o fonoaudiólogo inicialmente investiga as possíveis razões dessas alterações para que se possa tratar das causas, e não apenas as conseqüências. Na avaliação fonoaudiológica, são observadas a forma da face, o tipo de arcada, o posicionamento da cabeça e do pescoço, a tonicidade da musculatura da língua e a função respiratória. Durante a avaliação, deve-se levar em conta se a língua se adapta à forma, se outras funções interferem no seu posicionamento e a idade do paciente... O objetivo da terapia será reposicionar a língua no palato, tanto para postura quanto para a realização das funções orais.
Mastigação unilateral
Comum geralmente após um trauma ou falta de dentes, o que faz com que o indivíduo crie o hábito de mastigar somente de um lado. “Tal comportamento causa uma flacidez na musculatura no lado que não está sendo utilizado durante a mastigação e pode levar a uma assimetria facial”, diz a fonoaudióloga Kátia Badin. Solução: depende de caso para caso. Mas de modo geral, o especialista sugere a prática de exercícios nos quais o paciente, consciente de que mastiga de maneira errada, passa a exercitar a maneira correta de fazê-lo, ou seja, passa a praticar em casa, no dia-a-dia, a mastigação de ambos os lados para corrigir o problema. “Em alguns casos, deve-se levar em conta a idade da pessoa, pois a modificação de um comportamento ou postura requer a consciência do que está funcionando errado, portanto requer certa maturidade”, explica Katia Badin.
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