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Coração de mulher


Aprenda a cuidar bem do seu e fuja das doenças coronárias


Por Malu Bonetto

Infarto agudo do miocárdio: geralmente acontece após estresse físico ou emocional, “manifesta-se comumente por dor torácica, aperto ou queimação, podendo irradiar para o pescoço ou braços” explica a cardiologista Jacqueline Sampaio dos Santos Miranda. “Mas muitas mulheres não apresentam esses sintomas e sim dor no peito ao caminhar, falta de ar e dores em pontadas, que chamamos de atípicas. Já as mulheres diabéticas, assim como as hipertensas, podem apresentar infartos silenciosos (sem sintoma algum)”, complementa a cardiologista Danielli Haddad (SP). Esta patologia é causada pela oclusão de uma artéria que irriga o coração e, caso não seja tratada, pode levar a morte, o que ocorre com grande freqüência. O tratamento se baseia na abertura desta artéria, através de medicação ou cateterismo (angioplastia). “A pessoa com esses sintomas deve procurar atendimento médico o mais rápido possível, já que quanto maior o tempo de sintoma, maior o risco de morte”, alerta o cardiologista Luis Eduardo Drumond, Cardiologista, da Casa de Saúde São José e do Hospital Pró-Cardíaco (RJ).

Acidente vascular cerebral ou derrame cerebral: causado pela oclusão de uma artéria que irriga o cérebro, os sintomas variam conforme a área do cérebro afetada, porém os mais freqüentes são: distúrbio de fala e/ou de marcha, alteração da força muscular de algum membro, paralisia facial, alteração de comportamento e do nível de consciência. O tratamento, hoje em dia, vai desde o suporte clínico intensivo até a abertura da artéria com medicamento (trombolítico). Quanto mais rápido procurar atendimento, maiores serão as chances de cura, e se não tratada rapidamente, também pode evoluir para morte.

Hipertensão arterial: altamente incidente e silenciosa, tem um diagnóstico simples através de consultas clínicas e tem alta relação com infarto. “Não tem cura, mais existe controle com medicamentos, orientação dietética e exercício físico”, aconselha a Dra. Jacqueline Miranda. Controlar o peso, reduzir o consumo de sal e alimentos gordurosos, evitar bebidas alcoólicas e, claro, abandonar o cigarro são medidas que contribuem, e muito, na prevenção da hipertensão.

“Dei a volta por cima”
Aos 67 anos, a professora aposentada Norma Maria Pacheco Pereira estava no hospital se recuperando de uma cirurgia de colocação de prótese na região coxofemural (decorrente de artrose por falta de exercícios físicos), quando teve duas isquemias cardíacas. Para desentupir o tronco da coronária esquerda, submeteu-se a três pontes de safena e uma mamária. “Foi um susto, pois fazia apenas 15 dias que eu tinha saído de uma cirurgia de grande porte e já precisava me submeter a outra”, relembra. Para melhorar o condicionamento cardiovascular, a circulação, a postura e restabelecer a força muscular, a professora optou por fazer hidroterapia acompanhada pelo fisioterapeuta Eduardo Gouveia Leite, na Academia Max Forma (RJ). “A minha vida mudou depois da cirurgia, o pós-operatório foi muito doloroso, mas depois que tudo passou, fiquei mais cuidadosa com a saúde, alimentação, com a rotina de consultas cardiológicas e passei a dar importância aos exercícios físicos.”

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