 A fórmula do nariz perfeito Por Veridiana Mercatelli

Há milhares de anos, o homem procura encontrar padrões de beleza que sejam, além de precisos, universais e atemporais. Dessa maneira, um rosto poderia ser considerado belo tanto na Grécia Antiga, quanto como na Itália renascentista do século 15 ou na Hollywood de hoje em dia.
Os antigos gregos foram os primeiros a observar que animais e plantas crescem de acordo com leis matemáticas. Então, pensaram eles, só deve haver uma maneira de resolver o problema da estética: equacionar os padrões de beleza e transformá-los em fórmulas matemáticas. Porém, foi somente depois de muitos séculos que o gênio renascentista Leonardo da Vinci, pintor, escultor, inventor, matemático, cenógrafo, estilista e dono de restaurante, entre outras coisas, descobriu a medida exata da beleza humana, conhecida como proporção áurea.
Segundo essa equação, o corpo e o rosto, quando são bonitos, apresentam uma determinada proporção matemática: de 1 para 1,618. Esta seria a relação de equilíbrio e simetria ideais para um corpo ou um rosto humano serem considerados bonitos. Levando em conta essa regra, a largura da boca é 1,618 maior do que a largura do nariz. E a largura da boca ideal, por sua vez, deve ser 1,618 maior do que a distância entre seu canto externo e a ponta da bochecha. Até os dentes entram no esquema. Assim, a largura do dente incisivo central deve ser 1,618 maior do que a largura do incisivo lateral. Ou seja: a simetria facial, universalmente encarada como um fator determinante de saúde e beleza para homens e mulheres, poderia se resumir na proporção ideal de 1 para 1,618. Só que vamos combinar que isso é um tanto difícil, certo? E para facilitar os cálculos, o cirurgião plástico americano Stephen Marquardt desenvolveu uma máscara da beleza ideal baseada nessa proporção. Conclusão: só os rostos que se encaixassem nas medidas da máscara seriam considerados simétricos, portanto, bonitos.
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