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Aumente os seios sem vulgaridade


Por Kaká Silva | Fotos Sidney Tuma

Até os anos 80, a cirurgia plástica para a área das mamas se restringia aos casos de redução do volume. Já na década de 90 (e a chegada das atri- uzes turbinadas), a mulherada investiu pesado nas próteses de silicone a fim de valorizar a região do colo.

No início, bastava uma pequena protuberância para que a mulher se sentisse realizada. Atualmente, no entanto, tudo tende ao exagero. As próteses de 150, 200 e 250 mililitros deram espaço para as de 350, 400 e 500. “Devido ao modismo e a tendência mundial, os implantes são bem maiores do que os utilizados no passado, mesmo em mulheres de baixa estatura”, comenta o cirurgião plástico Fernando Basto (PE).

Realmente, para quem não tem nada, uma prótese um pouco maior não fica tão chamativa. Porém, para uma que já possui dimensões normais, qualquer tiquinho a mais pode se transformar em uma enorme dor de cabeça sob vários aspectos.

Nem demais, nem de menos
Sem dúvida, as mamas são o símbolo máximo da feminilidade e da auto-estima. Quando elas estão em desarmonia – seja por falta ou por excesso –, a silhueta fica prejudicada, ocasionando transtornos psicológicos e sociais irreparáveis. Tão importante quanto resolver essa desordem é adequar o tamanho do implante ao tipo de corpo de cada mulher.

De acordo com o cirurgião plástico Eduardo Fakiani (SP), uma prótese grande fica linda em uma mulher alta ou que tenha quadris largos. No entanto, em outros casos, pode simplesmente dar a impressão de que a paciente ficou gorda ou, até mesmo, vulgar. Da mesma forma, um implante pequeno demais pode não dar nenhum efeito em alguém que precise de um tamanho maior.

Fora de época
O principal, na hora da escolha, é a mulher ter em mente que a prótese é para a vida toda e deve ficar bem em qualquer situação e não apenas em uma festa ou um período da vida. As pacientes mais novas, geralmente, são as que optam por implantes maiores para conquistarem um decote mais voluptuoso.

Para elas, é questão de honra ostentar seios que chamem a atenção e ficam completamente infelizes com dimensões menores. O que muitas esquecem é que a moda é passageira e o envelhecimento, não. Será que com 50 anos você vai gostar desse visual? Os especialistas lembram ainda que as pacientes que hoje colocam próteses grandes, se no futuro desejarem diminuir o volume mamário, precisarão conviver com cicatrizes maiores para corrigir a pele que ficará excedente.

Na corda bamba
Além do fator tempo, a mulher está sujeita a danos estéticos, físicos e comportamentais. O primeiro deles é que quanto maior o volume da prótese, maior a probabilidade de surgirem estrias. O segundo é que ela pode ocasionar uma projeção do tronco para a frente e dores nas costas. “O peso das próteses contribui para que as mamas fiquem caídas mais precocemente após a colocação de implante, além de desencadear alterações ósseo-musculares que causam desconforto nos ombros e na coluna”, enfatiza o cirurgião plástico Denis Valente (RS).

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