 A dieta certa para sua idade Por Fabiana Gonçalves | Fotos Sidney Tuma
Pode parecer brincadeira, mas apesar de todos os especialistas em Nutrição afirmarem que cada pessoa precisa de uma dieta alimentar específica para o seu caso, uma consideração deve ser levada em conta: o organismo feminino tem necessidades muito parecidas em cada fase da vida. Ou seja, partindo do pressuposto que você tenha uma boa saúde, as necessidades de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e micronutrientes (vitaminas e minerais) em cada período são idênticas à de uma outra mulher na mesma faixa etária e com as mesmas condições de saúde. Isso mostra que no decorrer da vida, não são apenas seus interesses pessoais que mudam. Seu corpo também tem necessidades diferentes e depende de uma alimentação rica em determinados alimentos e de uma certa restrição de outros para funcionar direito, principalmente nos momentos de maior transição, quando é preciso adaptar o corpo (que já tinha uma rotina de consumo e gasto de calorias estabelecidas) a uma nova realidade.
"As vitaminas e os minerais são substâncias reguladoras, que desempenham papel importante no bom funcionamento de intestino, contribuem na formação de ossos, dentes, cartilagens e no processo de absorção do organismo", afirma a nutricionista Fernanda Pisciolaro, especialista em Distúrbios Metabólicos, e membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica).
"As necessidades desses nutrientes são diferentes em cada época da vida. Mas no período entre a infância e a adolescência, o consumo diário de micronutrientes (vitaminas e minerais) é fundamental", assegura a nutróloga Daniela Hueb, de Bauru (SP). "Eles vão auxiliar no desenvolvimento físico (fortalecimento de ossos e dentes) e mental (concentração e aprendizado)", exemplifica.
Supra suas carências nutricionais
Conheça a seguir, as principais necessidades do seu organismo, quais alimentos priorizar e quais evitar no cardápio diário em cada período da sua vida.
Aos 20 anos
Nesta fase, o metabolismo está em seu pleno funcionamento. Logo, se a mulher ganha peso, basta alguns ajustes na alimentação e a prática de atividade física moderada para poder desfilar com a silhueta enxuta em pouco tempo
O metabolismo da mulher está a todo vapor. Por outro lado, o risco dessa fase é que a transição entre a adolescência e a fase adulta e o consumo exagerado de fastfood tendem a provocar o aumento de peso.
"Nesse período, o consumo de três porções diárias de leite e derivados pode suprir a carência de cálcio deixada para trás na infância e adolescência", afirma Fernanda Pisciolaro. "Sem contar que o mineral ajuda a prevenir cólicas menstruais e insônia, pois relaxa a musculatura", orienta a nutróloga Daniela Hueb."O mais importante, caso o aumento de peso ocorra, é restringir a ingestão de fastfoods para uma vez por semana, e o limite de um doce pequeno por dia", sugere Daniela. "Também se faz necessário o consumo diário de cinco porções de frutas e vegetais; além de uma refeição feita com arroz, feijão, carne e legumes. Esses alimentos suprem as necessidades de vitaminas, minerais e fibras que o organismo precisa diariamente no período", indica a nutricionista.
Como a prisão de ventre é comum nessa fase, a ingestão de fibras e água é fundamental. "O consumo regular de pão integral, verduras, morango, abacaxi, ameixa, aveia, sucos naturais, damasco seco e iogurtes ajudam a fortalecer a flora intestinal", avisa Daniela. "Como as alterações hormonais afetam não apenas o ciclo menstrual, mas também o humor e a disposição - comer uma oleaginosa (nozes, castanha-do-pará, linhaça, gérmen de trigo) em porções pequenas por dia (uma unidade ou uma colher de café), além da banana e do salmão (este duas a três vezes por semana), dez dias antes da menstruação, aliviam os sintomas da TPM", assegura a nutróloga.
Aos 30 anos
A partir dessa fase, a regra é comer menos e queimar mais energia. É que o metabolismo começa a trabalhar lentamente. Com isso, ganha-se peso com facilidade e sente-se uma certa dificuldade para eliminá-lo. Mas nada que a correção na alimentação e a prática regular de exercícios não possam resolver
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