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Orlando Sanches Mestre em recuperação


A experiência de mais de 20 anos com drenagem linfática e tratamentos pós-operatórios de cirurgias plásticas tornou esse esteticista um superespecialista na área e diretor da Pós-Op, primeiro centro especializado em pós-operatório do Brasil


Por Lara Martins Fotos Sidney Tuma

Foto café da manhã: Moisés Pazianotto

Como é a sua história como esteticista?
Comecei muito cedo na área porque a minha mãe é esteticista. Além disso, tive problema de acne na adolescência e tinha de fazer limpeza de pele uma vez por semana. De tanto cuidar da minha pele com a minha mãe, percebi que era importante ter esse cuidado, acabei me envolvendo na área e com 19 anos já fazia drenagem linfática.

De onde surgiu a idéia da clínica?
No final dos anos 90, eu trabalhava em um projeto do Hospital das Clínicas de São Paulo para formar um grupo de esteticistas para atuar com médicos na área de pós-operatório. Na época, já trabalhava com o cirurgião plástico Charles Yamaguchi e tinha muita experiência na área. Foi então que surgiu a necessidade de um campo neutro para os cuidados do pósoperatório. Porque o cirurgião plástico, de uma maneira geral, se sente intimidado em mandar paciente para a clínica de outro profissional. A idéia surgiu por volta de 1998, quando teve o boom da cirurgia plástica, assim, abri a clínica em parceria com o cirurgião vascular Ary Elwing, em novembro de 2007.

Qual a importância do pré e do pós?
Com um pré e pós-operatório especializado, o paciente recebe um tratamento personalizado para potencializar a cirurgia que fez ou irá fazer, trazendo assim mais chances de um pós-operatório com menos edemas e roxidões.

Mesmo com os cuidados adequados, podem acontecer problemas?
Com o passar do tempo, eu me especializei em problema. Existem coisas muito específicas que acontecem por intercorrências de uma plástica, como uma aderência maior, uma cicatriz ruim, dificuldade linfática... E mesmo cuidando para que não aconteçam, elas podem acontecer. Se tratarmos adequadamente, as chances de algum problema acontecer são menores.

A drenagem linfática ainda é a rainha do pós-operatório?
Ainda é. Esse é o primeiro e praticamente único procedimento que pode ser feito na primeira semana do paciente operado. A drenagem desincha, basicamente isso. Qualquer outra coisa que seja atribuída a ela que não seja acelerar o sistema linfático e desinchar é mentira. E quanto mais rápido desinchar, melhor será o pós-operatório.

Os pacientes estão mais conscientes?
Essa conscientização está aumentando, mas ainda não é algo que seja significativo ao número de cirurgias realizadas no Brasil.

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