 Corpo esculpido com silicone
Ao falar do silicone - a primeira coisa que nos vem à cabeça são seios volumosos. Mas, diferentemente do que muita gente pensa, ele pode fazer milagres pela sua aparência e turbinar várias regiões do corpo Por Mariana Viktor Fotos Sidney Tuma

Se mesmo com todos os avanços da cirurgia plástica você ainda acreditava ser difícil fazer a correção de certos defeitinhos sem ter de passar por uma lipoescultura ou procedimentos que mudem a posição dos músculos, pode comemorar: essas correções são possíveis, sim, graças aos diversos tipos de implantes de silicone, um dos materiais mais versáteis, duráveis e seguros da medicina estética quando se trata de melhorar contornos corporais. Além dos tradicionais implantes de mama e glúteo, explica o cirurgião plástico Luís Bussinger (RJ), existem próteses desenhadas especifi camente para corrigir os contornos da face, incluindo nariz, queixo, mandíbula e até bochechas. Também é possível colocar implantes nas panturrilhas, coxas e pernas – e até mesmo próteses que aumentam e moldam bíceps, tríceps e o peitoral dos homens! “Conforme a necessidade individual, o cirurgião ainda pode adaptar folhas e blocos de silicone em diversos formatos, consistências, tamanhos e texturas, personalizando totalmente o implante à anatomia do paciente”, diz o Dr. Luís Bussinger.
Sólido ou em gel
Há basicamente dois tipos de implantes de silicone: sólido e em gel. “Quando o objetivo é realçar áreas formadas por tecidos moles, como no caso de mamas e glúteos, usamos implantes em gel. Em regiões mais firmes, como maçãs do rosto, queixo, braços e pernas, preferimos próteses sólidas, que simulam melhor o efeito de massa óssea ou de tecidos mais consistentes”, explica o cirurgião plástico Vitorio Maddarena Júnior (SP). Dentro dessas duas categorias há variações de consistência, de acordo com a região do implante, visando tornar o resultado o mais natural possível. Um exemplo é o gel usado nos implantes de glúteo, mais consistente do que o utilizado na mama, embora ambos sejam resistentes. É comum imaginar que o gel mais duro seja mais resistente, mas não é verdade. “É a coesividade do gel que garante que as partículas de silicone se mantenham unidas e não haja risco de vazamento”, explica o Dr. Luís Bussinger. A superfície do gel pode ser lisa, texturizada ou com revestimento de espuma de poliuretano.
Durabilidade, riscos e resultados
Apesar de a tecnologia atual produzir envelopes de silicone com múltiplas camadas – o que garante maior durabilidade e reduz o risco de vazamento –, o contato permanente com os tecidos e líquidos orgânicos termina por provocar fadiga no material. “Um dos efeitos dessa fadiga é o surgimento de microfissuras no envelope e por isso é aconselhável fazer um acompanhamento médico anual e substituir os implantes a cada dez anos”, explica o Dr. Vittorio Maddarena Junior.
O implante de gel é um envelope de silicone elastóide preenchido com silicone gel e projetado para suportar as compressões naturais que o corpo está sujeito. Após a cirurgia, o organismo faz uma cápsula ao redor do implante, que ele “vê” como um corpo estranho. “É como se nosso organismo quisesse delimitar: daqui pra lá é o corpo do paciente, de lá pra cá é o corpo estranho”, exemplifica o Dr. Vittorio. “Em alguns casos a cápsula pode se contrair e comprimir o implante, levando à alteração de sua forma original – é o que chamamos de contratura capsular.” Isso acontece sobretudo pela reação do organismo, o que varia de pessoa para pessoa. Em alguns casos, além de deformar o silicone, que fica com um aspecto arredondado, a contratura pode provocar dores. No caso dos implantes sólidos, no entanto, esse problema não ocorre.
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