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Pernas torneadas com próteses de coxa


A cirurgia é indicada para melhorar o contorno de coxas muito finas e para a correção de imperfeições fruto de má-formação congênita e seqüelas de traumas. A cirurgiã plástica Nicia Colucci do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) esclarece como é essa cirurgia


Por Malu Bonetto

Foto: Forgiss © Fotolia

Qual a indicação da cirurgia?
Pessoas com coxas muito finas que desejam melhorar o contorno das pernas ou com imperfeições, geralmente fruto de má-formação congênita ou seqüelas de traumas.

Como é a cirurgia?
É feita uma incisão de aproximadamente quatro centímetros no prolongamento do sulco infraglúteo (logo embaixo do bumbum), na raiz interna da coxa (na virilha). O profissional faz, então, o descolamento da pele para inserir a prótese, que é posicionada entre os músculos da face interna da coxa. A sutura é feita junto aos músculos, tecido subcutâneo e pele, usando fio de nylon.

Qual é a anestesia usada?
A anestesia pode ser geral, peridural ou sedação com local. A escolha é feita de acordo com cada paciente.

Assim como as próteses mamárias, existem formatos e perfis diferentes para as coxas?
As próteses têm o perfil anatômico da face interna da coxa, porém, o volume e formato são diferentes e escolhidos de acordo com a necessidade de cada paciente. Para reconstituir a consistência dos tecidos moles (pele, gordura e músculos), o implante tem uma membrana de elastômero de silicone (um material de silicone com propriedade semi-elástica) preenchida com gel de silicone.

Quais são os cuidados pré-operatórios?
Avalia-se o estado geral do paciente e se há qualquer alteração que possa interferir na cicatrização e integração do implante, tais como histórico de alergias, diabetes, alteração significativa no resultado dos exames como baixa de proteína, anemia e baixa imunidade, entre outros. Caso haja alterações, a cirurgia precisa ser cancelada ou adiada até que o quadro esteja sob controle.

Como é o período de pós-operatório?
Durante o pós-operatório, é preciso observar se há formação de hematomas ou sinais de infecção. No caso de hematomas, são feitas sessões de drenagem linfática; se houver sinais de infecção, o médico intensifica o uso de antibióticos. Depois da cirurgia, o paciente precisa fazer repouso por cinco dias, fazendo pequenas caminhadas dentro de casa para que não haja a diminuição da circulação, pois, nesse caso, podem formar coágulos mobilizados pela corrente sanguínea e, em casos extremos, comprometer a vida do paciente. Quando em repouso, o paciente deverá manter os pés elevados e massagear as panturrilhas. Os pontos são retirados em sete dias e é preciso usar meia calça elástica de média compressão por dois meses. As atividades físicas são retomadas gradualmente. Após 10 dias, aproximadamente, estão liberadas atividades leves, como caminhar e dirigir. Exercícios que exijam força muscular serão liberados após o primeiro mês, mas pode variar em cada caso.

Quanto custa a cirurgia?
O procedimento custa, em média, R$ 12 mil.

 
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