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Querida, onde está meu bebê?


O número de mulheres que recorrem aos métodos de fertilização é cada vez maior.


Por Malu Bonetto

Esse talvez seja um sinal dos tempos modernos, em que as mulheres querem primeiro se estabilizar na carreira profissional e financeiramente para só depois ter filhos. Mas por que será que quando decidido engravidar o bebê não vem? Pode ser o avanço da idade, estresse, endometriose, miomas, fatores psicológicos e tantos outros motivos. O importante é que para cada causa, há um tratamento de fertilização para ajudar a realizar o sonho da maternidade.
Fotos: Samantha Grandy © Fotolia (chupeta) / Anyka

Com o passar dos anos, as chances de engravidar diminuem naturalmente por uma explicação biológica simples: as mulheres nascem com um número limitado de óvulos e, como não há formação de novos durante a vida, esse estoque cai progressivamente com o passar do tempo. Para ter uma idéia, nos primeiros anos de maturidade reprodutiva, uma mulher tem até 400 mil óvulos; aos 40 anos, o número é reduzido a menos de 50 mil e quando chega à menopausa, chega a quase a zero. Além da quantidade, a qualidade dos óvulos também é afetada pelo envelhecimento e eles têm a capacidade de fecundação reduzida. “Outros fatores muito comuns da vida moderna, como obesidade, tabagismo, abuso do álcool, poluição e alguns medicamentos usados no tratamento de gastrites, úlceras, hipertensão arterial e infecções urinárias, podem causar danos à saúde reprodutiva e reduzir a fertilidade. Além disso, há ainda problemas do aparelho reprodutor feminino, como cistos, miomas e endometriose que podem ser agravados com o passar do tempo”, explica o ginecologista e obstetra Leopoldo de Oliveira Tso, diretor Clínico da Mater Medicina Reprodutiva (SP).
A correria diária, também típica dos tempos modernos, dificulta a manutenção de horários e hábitos regulares de alimentação, além de favorecer o desenvolvimento do estresse, que pode provocar a endometriose, doença que dificulta a implantação do embrião no útero e aumenta as chances de abortamento.
A opção para essas mulheres atuais realizarem o sonho da maternidade é a reprodução assistida. Depois de decidido optar por esse tratamento, é extremamente importante procurar uma clínica especializada (geralmente, o ginecologista é a melhor pessoa para fazer essa indicação). “Como qualquer outra grande decisão na vida, é importante colher informações e não ter pressa para decidir. Afinal, trata-se de escolher uma equipe para ajudar a conceber uma criança. Geralmente, o casal deve levar em conta cinco fatores: histórico da clínica, taxas de sucesso, tipos de tratamento, custo do tratamento e serviço. Quem basear a escolha em apenas um fator estará correndo riscos. O ideal é avaliar o conjunto”, aconselha a especialista em reprodução humana Silvana Chedid (SP).
Há algumas opções de reprodução assistida, cada uma é indicada de acordo com cada caso, analisado individualmente. Conheça as alternativas.

O Brasil é o país com maior número de centros de
reprodução assistida (52), seguido do México (23) e
depois pela Argentina (20)
Em uma centrífuga, os melhores espermatozóides são separados para serem introduzidos no útero da mulher com a ajuda de um catéter

Técnicas de reprodução assistida
Inseminação Artificial
Essa opção de tratamento é indicada para casos em que o homem possui uma alteração da concentração de sêmen ou para mulheres que tenham trompas sem obstrução e permeáveis, o que dificulta ou impossibilita o espermatozóide de subir pelo colo uterino. A técnica aumenta as chances de fertilização em relação aos tratamentos mais simples, como a indução da ovulação, no qual o coito é programado após o uso de medicação que a estimula a produção de óvulos pelo ovário. “Antes de indicar a inseminação artificial, é necessário avaliar a funcionalidade do ovário, se a cavidade uterina é normal, se pelo menos uma tuba uterina está desobstruída e saudável e número mínimo de espermatozóides com qualidade (acima de 5 milhões com progressão rápida)” alerta ginecologista e obstetra João Ricardo Auler (RJ).
O procedimento consiste em retirar os espermatozóides do homem e introduzir diretamente no útero da mulher por meio de um catéter bem delicado. É um procedimento simples, rápido e indolor, que pode ser realizado no próprio consultório médico e em poucos minutos. Após a inseminação, a paciente volta à rotina normal, inclusive ao ritmo das relações sexuais.
Preço: R$ 3 mil, em média, o tratamento.

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