 Tireóide a vilã da história?
É ela quem costuma levar a culpa quando queremos emagrecer ou engordar e não conseguimos, mas é preciso separar o que é verdade e o que é lenda sobre essa importante glândula do corpo Por Mariana Viktor
Hipertireoidismo - Ligado no 220W
Portadores desse distúrbio sofrem demais com os sintomas que costumam acompanhar o quadro: taquicardia, ansiedade, insônia, diarréia, irritação, tremores, nervosismo, agressividade, fome excessiva, olhar arregalado (em alguns casos), alterações menstruais, dificuldade de concentração, choro fácil, fala acelerada e até depressão. O diagnóstico é feito através dos mesmos exames indicados para detectar o hipotireoidismo. As causas mais comuns são:
Doença de Graves: ou bócio difuso tóxico, é uma doença auto-imune que faz o organismo produzir anticorpos que aceleram a produção dos hormônios da tireóide.
Doença de Graves: ou bócio difuso tóxico, é uma doença auto-imune que faz o organismo produzir anticorpos que aceleram a produção dos hormônios da tireóide.
Bócio Uninodular ou Adenoma: é o crescimento de um único nódulo que atinge normalmente mais de 3cm de diâmetro e também estimula a tireóide a produzir mais hormônio.
O tratamento consiste em restringir a função da glândula com medicamentos ou retirá-la total ou parcialmente. Avaliações posteriores indicarão a necessidade ou não de reposição hormonal para controlar um eventual hipotireoidismo, sempre mais fácil de tratar.
Equilíbrio perfeito e delicado
Todas as glândulas do sistema endócrino trabalham em parceria, como uma orquestra afinadíssima, produzindo e secretando hormônios que agem influenciando as funções de praticamente todos os sistemas do organismo. O hipotálamo (localizado no cérebro), por exemplo, estimula a hipófise, que por sua vez estimula ovários, testículos, pituitária, tireóide, entre outras glândulas. Como a hipófise é subordinada também ao sistema nervoso, é fácil imaginar a influência de nossas emoções no trabalho das glândulas. “O estresse pode afetar o bom funcionamento do sistema endócrino, assim como alimentação, atividade física e sono regular ou irregular. Em resumo, uma boa qualidade de vida é fundamental para manter o ritmo saudável do funcionamento das glândulas”, avisa o endocrinologista Tércio Rocha. Por isso, o primeiro passo para garantir o bom funcionamento dessa glândula é colocar o pé no breque, livrar-se do estresse e partir para uma vida mais saudável, ok!
Xiiii, tem um nódulo...
Distúrbio também conhecido como bócio ou papeira, o “caroço” visível pode ser formado por um ou mais nódulos, que eventualmente provocam sintomas como rouquidão, dificuldade para engolir alimentos ou respirar e dilatação das veias do pescoço. Pode ser causado por carência de iodo na alimentação, predisposição hereditária, doenças auto-imunes ou tumores (benignos ou malignos).
“Mas os tumores de natureza maligna não são tão comuns”, tranqüiliza a endocrinologista Marisa Helena Coral.
Embora o bócio tenda a causar hipertireoidismo, o inverso também acontece, provocando o hipotireoidismo. Para detectar sua causa são feitos os mesmos exames de praxe, além de ecografia – que investiga a quantidade de nódulos – e eventualmente uma radiografia da região cervical. “Se a suspeita for de tumor, é recomendável fazer uma punção para analisar a natureza das células”, explica o Dr. Tércio Rocha. O exame é feito com anestésico local e uma agulha especial. No caso de tumor maligno, a indicação é retirar a tireóide parcial ou totalmente e/ou submeter-se a um tratamento com iodo radioativo via oral, em dose única ou na dosagem recomendada pelo médico.
O objetivo é destruir parte da tireóide ou toda a glândula, de acordo com a necessidade individual. A pessoa deve ficar hospitalizada por cerca de 48 horas para evitar que a radiação passe para outras pessoas.
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| Abaixo, exame de ultra-som. Um dos solicitados para investigar a presença de um nódulo |
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