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A importância do pré-operatório


Por Lara Martins

Foto: Imagery Majestic © Fotolia title=

Fazer exames antes da cirurgia, é crucial para o seu sucesso. Eles vão mostrar a real condição de saúde da paciente e dizer se ela está apta ou não para operar. O cirurgião plástico João Tenório Lins Filho, do Instituto de Cirurgia Plástica (SP) fala sobre essa etapa importante da plástica

Qual o papel do período pré-operatório?

É nessa etapa que o médico tem oportunidade de identificar as necessidades das pacientes, seus anseios e receios, estabelece a relação de confiança médico/paciente e define o tratamento adequado. Também neste período o médico conhece o estado de saúde da paciente, o que permite planejar a cirurgia e garantir um procedimento seguro. Através dos exames clínicos e complementares, o cirurgião identifica se há condições clínicas para a realização da cirurgia ou se há necessidade de intervenções clínicas prévias.

Como deve ser a participação da paciente na etapa da avaliação clínica?

É crucial que a candidata à cirurgia informe com fidelidade sobre o histórico de saúde familiar e pessoal. Normalmente, o cirurgião disponibiliza um questionário que estimula lembrar todos os eventos ligados à saúde.

Quais os principais exames solicitados?

Vai depender da avaliação clínica, mas geralmente são pedidos exames laboratoriais, de recursos de imagem, como raio-x e ultra-som, e avaliações de outros especialistas.

Exames cardiológicos, por exemplo, são recomendáveis em qualquer idade em cirurgias que envolvam procedimentos anestésicos complexos. É importante também fazer a avaliação cardiológica para diagnosticar patologias ainda não diagnosticadas ou estabelecer controle das pré-existentes.

E sempre são solicitados hemograma completo, coagulograma, glicemia, dosagem de sódio e potássio séricos, uréia e creatinina, principalmente nas cirurgias de maior porte.

Existem exames específicos para cada cirurgia?

Os exames variam conforme o estado de saúde de cada paciente e o tipo de cirurgia que será realizada. Nas cirurgias das mamas, por exemplo, são importantes a mamografia e ultra-som para diagnosticar ou afastar a presença de patologias mamárias – se detectados tumores, principalmente malignos, o planejamento cirúrgico deve ter alterado. A radiografia do tórax analisa as condições cardiopulmonares e são requisitadas principalmente nas anestesias gerais inalatórias. O médico deve seguir os protocolos de cada tipo de cirurgia.

O resultado dos exames influencia na cirurgia?

Não influencia nos resultados das cirurgias, mas determina mudanças no processo cirúrgico como um todo, na indicação de operar ou não e na decisão de adiar o procedimento. A detecção de anemia em um candidato a qualquer cirurgia plástica, por exemplo, obriga o médico a tratar a doença antes. E é importante saber que os pacientes portadores de cardiopatias e diabetes, a princípio, não são impedidos de fazer cirurgias. Tudo depende da gravidade de cada caso e da possibilidade de serem controlados e estarem ou retomarem o equilíbrio.

 

 
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